O modo como os brasileiros acompanham notícias está mudando. Os meios digitais já aparecem como a principal fonte de informação sobre notícias e atualidades no país, à frente da televisão e do rádio, segundo pesquisa nacional do Instituto DataSenado.
De acordo com o levantamento, 54% dos entrevistados apontaram os meios digitais como sua principal fonte de informação. A televisão aparece em segundo lugar, com 37%, enquanto o rádio foi citado por 5%.
Os dados foram coletados entre fevereiro e março de 2025, com brasileiros a partir de 16 anos.
📱 REDES SOCIAIS GANHAM ESPAÇO
A presença das plataformas digitais também aparece em outro levantamento do Cetic.br, que analisou os hábitos de usuários de internet no Brasil.
Entre os entrevistados com 16 anos ou mais, 72% afirmaram acessar diariamente informações por meio das redes sociais. Dentro desse grupo, aparecem os vídeos curtos, sites e aplicativos de vídeo e os feeds de notícias.
Isso significa que a informação chega ao público cada vez mais por diferentes formatos: vídeos, publicações, transmissões ao vivo, sites, aplicativos e redes sociais.
📺 E A TV E O RÁDIO?
A mudança no comportamento não significa que os meios tradicionais deixaram de ser utilizados.
A televisão continua sendo uma das principais fontes de informação no país, enquanto o rádio mantém presença relevante, inclusive com expansão de conteúdos distribuídos também pelas plataformas digitais.
Pesquisa Audio Pulse 2026, divulgada em setembro, aponta que o rádio alcança 77% da população em 13 regiões metropolitanas. Entre os ouvintes, 36% acompanham noticiários locais e 59% afirmam recorrer ao rádio para obter atualizações rápidas de notícias.
O cenário mostra que os meios tradicionais também estão ampliando sua presença no ambiente digital, distribuindo conteúdos em sites, aplicativos, redes sociais e plataformas de vídeo.
🌐 UMA NOVA FORMA DE CONSUMIR NOTÍCIAS
O Digital News Report 2026, do Reuters Institute, identifica essa transformação em diferentes países. Pela primeira vez, considerando a média dos 48 mercados analisados, redes sociais e plataformas de vídeo aparecem à frente da televisão e dos sites e aplicativos próprios de organizações jornalísticas como forma de acesso às notícias.
No Brasil, o relatório destaca que mais da metade da população utiliza redes sociais para acompanhar notícias semanalmente e que criadores e influenciadores também passaram a ocupar espaço importante nesse cenário.
O QUE MUDA NA PRÁTICA?
Para quem produz jornalismo, a mudança significa que a notícia precisa estar presente onde o público está.
Uma mesma informação pode ser acompanhada pelo site, Instagram, Facebook, YouTube, TikTok, WhatsApp ou pela televisão, em formatos diferentes.
Ao mesmo tempo, a multiplicação dos canais aumenta a importância da verificação das informações, já que conteúdos publicados nas redes sociais podem circular rapidamente antes de serem confirmados.
A tendência aponta para um consumo de notícias cada vez mais distribuído entre diferentes plataformas, enquanto TV, rádio e veículos digitais passam a disputar atenção e também a integrar seus conteúdos em diferentes formatos.
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Por:
✍🏼 Rhayza Barros
🗞️ Fontes: DataSenado / Cetic.br / Reuters Institute / ABERT
📸 Imagens: Reprodução
🎬 Direção: Bianca Feitosa






